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Expedição “Quando a Terra Sussurra”
O Vale do Omo foi o destino do segmento etíope da expedição Quando a Terra Sussurra, que também percorreu comunidades ao redor do Lago Turkana, no Quênia. A fotógrafa Kity Ramos, o fotojornalista e editor Valdemir Cunha — diretor do projeto — e eu visitamos aldeias de povos originários que preservam tradições ancestrais e rituais milenares.
kaike Nanne
24 de jan.5 min de leitura


Expedição “Socotra, mistérios e poesia”
Frequentemente descrita como “o lugar mais extraterrestre da Terra” em razão de seu bioma fabuloso e das florestas da árvore conhecida como sangue-de-dragão, a ilha de Socotra fica no Iêmen, na confluência entre o Oceano Índico e o Mar Arábico.
kaike Nanne
24 de jan.4 min de leitura


Folha de S. Paulo: livro “é uma pérola”
Na sua coluna semanal na Folha de S. Paulo , o filósofo Luiz Felipe Pondé escreveu: “O livro do jornalista Kaíke Nanne, Como dançar com os mortos — Uma jornada por cinco continentes em busca da sabedoria ancestral , da Maquinaria Editorial, é uma pérola em meio a tanto conteúdo risível e barulhento que nos cerca. Seguindo o psiquiatra Carl Gustav Jung, aliás, citado pelo autor, poderíamos dizer que, tendo nós modernos destruído essa malha de significados misteriosos, espiritu
kaike Nanne
24 de jan.1 min de leitura


Época Negócios: “Texto primoroso”
“Como dançar com os mortos” é pauta de Época Negócios , em entrevista conduzida pela jornalista Maria Tereza Gomes com o autor, Kaíke Nanne. Tereza escreve: “Além de um texto primoroso de quem fez carreira como repórter, editor e diretor de revistas, o que me chamou a atenção nas histórias contadas por Kaíke foi a forma similar como diferentes povos milenares encaram o envelhecimento e a morte.” Em resposta a uma pergunta sobre a compreensão da velhice nas sociedades tradic
kaike Nanne
24 de jan.1 min de leitura


Livro é tema de artigo em O Globo
No artigo “A sabedoria dos povos ancestrais”, na coluna Espiritualidade do jornal O Globo , a jornalista e escritora Carolina Chagas diz que Como dançar com os mortos “é um mergulho profundo nas cosmovisões de povos originários espalhados pelo globo”. Carolina escreve: “Um dos méritos de Como dançar com os mortos é desmantelar a distinção rígida que o Ocidente impôs entre o mundo físico, o chamado mundo real, e o mundo dos espíritos. Para as 23 culturas retratadas na obra
kaike Nanne
24 de jan.1 min de leitura


Jornal Valor comenta o livro
O crítico Carlos Minuano escreveu sobre Como dançar com os mortos para o jornal Valor Econômico . Num trecho do artigo, Minuano comenta: “A escrita alterna descrição etnográfica e experiência pessoal. O resultado é um mosaico de culturas que resistem a se dissolver na modernidade global. Costumes e percepções sobre a vida aparecem sob ângulos diferentes e com contornos às vezes bizarros. No Butão, por exemplo, o autor se debruça sobre a louca sabedoria, doutrina formulada
kaike Nanne
24 de jan.1 min de leitura


Destaque na revista "piauí"
Como dançar com os mortos é leitura recomendada pela revista piauí , a publicação mais importante do jornalismo brasileiro. A piauí ofereceu aos seus leitores o capítulo 5 do livro, “Os ritos de um longo adeus”. O capítulo trata dos mitos, tradições, costumes e ritos funerários do povo Toraja, da ilha de Sulawesi, na Indonésia. Leia o artigo no link: https://piaui.folha.uol.com.br/os-ritos-de-um-longo-adeus/
kaike Nanne
26 de set. de 20251 min de leitura


A sabedoria dos pigmeus
Os pigmeus Batwa descobriram a utilidade de várias plantas medicinais observando os gorilas. Não é que os animais conheçam os componentes químicos das espécies que usam para se automedicar. Eles simplesmente tiveram milhões de anos para experimentar diversas plantas e verificar quais delas ajudavam a aliviar dores, curar feridas etc. Então, faz sentido que o Homo sapiens , que chegou muito depois às florestas tropicais, em vez de aplicar a prática de tentativa e erro a partir
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


Povos originários podem ser cosmopolitas?
Povos que preservam costumes ancestrais são provincianos e têm visão limitada da vida e do mundo? Puro preconceito. É o que constatamos a partir da leitura de “Como dançar com os mortos”. Harar, no leste da Etiópia, a cidade fronteiriça onde viveu o poeta francês Arthur Rimbaud, por exemplo, é notavelmente cosmopolita. Vários grupos étnicos vão a Harar fazer comércio e são capazes de negociar em sete idiomas. Como o Iêmen fez parte do Império Britânico, a Eritreia foi colônia
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


Você sabe o que é animismo?
Fenômenos atmosféricos, como a aurora boreal, são vistos por culturas originárias como manifestações dotadas de espírito e vontade. Para os povos tradicionais, montanhas, rios, florestas, rochas, árvores e animais têm alma. São, portanto, “animados”. Esse entendimento é chamado de “animismo”, termo presente em diversos trechos do livro “Como dançar com os mortos”. Cabe ouvir a natureza, compreender suas mensagens e seguir suas orientações.
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


A importância do território ancestral
O livro “Como dançar com os mortos” mostra como o território é um componente decisivo para povos originários de todo o mundo. Os Hamar, grupo étnico do Vale do Omo, no sul da Etiópia, vão semanalmente à feira de Dimeka para fazer comércio, mas sempre retornam ao seu território ancestral. Um dos produtos mais disputados na feira é o pó à base de barro vermelho que, misturado à manteiga, é utilizado pelas mulheres para moldar suas tranças. A mesma emulsão é aplicada sobre a pel
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


Você pode tornar-se outro
A mudança de nome depois de acontecimentos dramáticos ou decisivos é um dos costumes dos Akuntsú, pequeno grupo étnico da região do Omerê, em Rondônia , tema do capítulo 9 do livro “Como dançar com os mortos”. Para os Akuntsú, tornar-se outro é uma libertação. O passado não precisa ser ignorado, mas é como se a própria história, até determinado ponto, tivesse sido protagonizada por outro indivíduo, com o qual não se tem o compromisso de compartilhar toda a responsabilidade pe
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


A espécie humana surgiu no subsolo?
É debaixo da terra que nasce a espécie humana de acordo com a tradição dos povos Bodi, do Vale do Omo, no sul da Etiópia, e Dani, da ilha da Nova Guiné, na Oceania (foto). Narrativa semelhante aparece entre povos indígenas do sul de Rondônia. Para os Zuni, do sudoeste dos Estados Unidos, os primeiros seres humanos emergiram por um portal subterrâneo chamado Sipapu, localizado nas profundezas da terra. Os Aché, da floresta paraguaia, acreditam que seus ancestrais saíram de bur
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


Você é filho do tempo?
“A todos nós, filhos do tempo, a eternidade inspira uma involuntária angústia, e o infinito, um misterioso espanto.” A relfexão é de Henri-Frédéric Amiel, pensador suíço do século XIX, admirado por colossos como Liev Tolstói e Fernando Pessoa. De fato, há algo de desesperador em admitir o fim do próprio tempo. Mas os povos que preservam tradições ancestrais, como vemos no livro “Como dançar com os mortos”, não se veem como “filhos do tempo”. Os Sámi, no Ártico, se dizem “filh
kaike Nanne
12 de set. de 20251 min de leitura


Mortos mantidos em casa
O povo Toraja, da ilha de Sulawesi, na Indonésia, tem o costume de manter seus mortos dentro de casa, às vezes por anos. A morte, para os Toraja, não é um evento biológico, clínico, atestado por um médico. Acredita-se que o cadáver retém o espírito, preserva um certo “fio de vida”, até a realização da grandiosa cerimônia funerária chamada Rambu Solo. Em Rantepao, capital do distrito de Toraja do Norte, Hermon Pakku, de 60 anos, cuida diariamente do corpo da mãe, Manja Pakku (
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2 de ago. de 20251 min de leitura


Os guerreiros ex-canibais da Nova Guiné
Os Dani praticaram o canibalismo ritualístico até pelo menos 1955. São provavelmente o povo que por mais tempo cultivou a tradição. Hoje, os guerreiros fazem simulações de batalhas para extravasar o espírito combativo. O isolamento do povo Dani numa região remota da ilha da Nova Guiné durou milhares de anos, sua cultura desenvolveu-se de forma autóctone, e sua existência foi constatada pelo Ocidente somente em 1938. Os Dani são o foco do texto Os limites da paixão pela guer
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2 de ago. de 20251 min de leitura


A dança dos mortos em Madagascar
“Quem faz de nós o que somos são os que vieram antes de nós.” É essa a ideia que está na essência do ritual mais importante para os povos de Madagascar, a retirada dos mortos de seus túmulos para um novo sepultamento. O Famadihana acontece normalmente entre cinco e sete anos depois do falecimento — é aceitável aguardar mais tempo, de modo a reunir várias famílias que tenham antepassados a celebrar; daí, são convidados parentes que vivem em outras regiões do país e até no exte
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2 de ago. de 20251 min de leitura


A alma feminina da natureza
Para os Sámi, povo do Ártico, a natureza é fêmea e as principais deidades veneradas pela religião ancestral são femininas. As luzes da aurora boreal são manifestações dos espíritos dos antepassados, que dançam e brincam nos céus. E a noite polar, quando o sol jamais aparece, é um manto de escuridão e gelo que pesa sobre a alma e suprime até os pensamentos. Os Sámi vivem numa região austera que exige habilidades extraordinárias de sobrevivência, onde o frio pode chegar a -45ºC
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2 de ago. de 20251 min de leitura


A formidável diversidade etíope
Os povos do Vale do Omo, no sul da Etiópia, têm mantido suas tradições milenares e vêm resistindo às investidas de missionários cristãos e muçulmanos. Grupos étnicos como os Dassanech (foto) tiveram de vencer muitas adversidades para permanecer em seu território, cuja preservação continua motivando combates às vezes mortais. Cada uma das etnias tem seu próprio código social, sua cosmovisão, seu conjunto de mitos. Há muito a aprender com os povos da Etiópia, como nos mostra
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2 de ago. de 20251 min de leitura


Da Grande Perfeição à Louca Sabedoria
Na atmosfera rarefeita dos Himalaias, são vários os caminhos para aplacar o murmúrio interno da mente ansiosa. Dois deles propõem soluções bem diferentes, mas nem por isso inconciliáveis. Segundo a doutrina pré-budista da Grande Perfeição, a natureza da realidade é perfeita em si mesma e livre de sofrimento; cabe ao homem acessar o estado de lucidez intrínseca da mente e conectar-se ao Sagrado dentro de si. A Louca Sabedoria, por sua vez, defende que o humor, os jogos, as ati
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2 de ago. de 20251 min de leitura
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